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Ninguém se prepara para morrer



29 de julho de 1988, 21h20


Era sexta-feira, dia de festa. Eu não estava muito bem. Há algumas semanas vinha sentindo enjoos e dores de cabeça. Nem quando misturava todas as bebidas ficava assim. Não podia reclamar com o André. Ele era um tanto explosivo e se eu deixasse de ir a alguma festa com ele, provavelmente ficaria com outra menina. Não podia perdê-lo por nada do mundo.


Fomos com Caio, amigo nosso, para a balada. A música estava alta e o funk era a grande sensação. Bebi muito, como sempre. Dancei a noite toda e beijei muito. A maconha estava presente. Eu curtindo! Por um momento, me lembrei de algo que minha mãe falava. Ela sempre dizia que ninguém se prepara para morrer. Todo mundo se prepara para tudo, menos para a morte. Nem sei por que isso passou em minha mente. Eu não me preparava para morrer porque estava preparada para viver e curtir tudo que podia.


Continuava no meio da pista com meu copo de uísque e meu cigarro. Uma forte dor abdominal me dominou. Caí. Fui pisoteada pelas pessoas que dançavam ao meu lado e me machuquei bastante. André, de imediato, me pegou no colo e me colocou sentada em uma das cadeiras perto do bar. Lá, o som estava mais baixo.


Percebi que estava sangrando. Pedi que me levassem para o hospital. Caio me levou, juntamente com Aninha e André. No caminho, muitas coisas passaram em minha mente. “Será que vou morrer? Por que sangro tanto?” Fiz, então, uma oração; muito envergonhada, mas fiz. Falei a Deus que, se Ele me guardasse, eu voltaria para os Seus caminhos... Desmaiei.


11ª de um total de 25 crônicas.


Continua na próxima edição.


A história é fictícia e baseada em fatos do cotidiano.


Colaborou: Méuri Luiza

Crônicas de uma vida: Eu estava com muito medo



Comecei a sentir muitas dores na cabeça, acho que o calor era tanto que estava fritando o meu cérebro. Eu via vultos passarem por todo lado, não havia lugar de paz, apenas de tormento. Eu estava com muito medo. Eles passavam por mim e zombavam, dizendo que eu nunca dera ouvidos à Palavra do Homem de Branco. O meu primeiro cigarro de maconha foram eles que ofereceram. Vermes começaram a subir em mim; quanto mais eu os tirava, mais eles vinham.


Um deles me jogou no chão e me mandou ajoelhar diante do trono de Satanás. Tudo era muito real, um lugar que nunca imaginara existir. Meu coração estava de tal forma disparado que parecia sair pela boca. Realmente eu estava no inferno, e aqueles que me acompanhavam eram demônios. “Não sei como sair daqui, não sei como cheguei aqui, sei que não quero mais ficar, estou com tanto medo, tanto medo... Quero voltar para onde eu estava. Quero dar ouvidos à minha mãe. Quero ir para a igreja e entender o que aquele homem falava naquele altar. Não posso ficar aqui....”


O desespero tomou conta do meu ser. Meu corpo não estava ali, mas sim a minha alma. Eu sentia tudo como se estivesse viva. “Será que estou morta? Não sei, não estou entendendo, só quero mais uma chance... Sinto sede...”


Meus lábios começaram a grudar e doer de tão secos que estavam. Procurei por água, uma gota pelo menos, mas não encontrei. Para todo lado só via chamas, pessoas gritando e gemendo de dor. Pareciam estar dentro de um caldeirão e não conseguiam sair. Demônios tentavam me levar para lá.


“Quero água... Deus, me ajude! Me ajude! Eu creio no Senhor! Agora eu creio no Senhor! Pelo amor de Deus, me dê mais uma chance!”


6ª de um total de 25 crônicas.


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A história é fictícia e baseada em fatos do cotidiano.

Jovens: Era muito fácil enganá-la...






No domingo, passei a tarde dançando; já tinha ido à igreja pela manhã e feito a minha obrigação. À noite, fui convidada por alguns amigos para uma festa, queria muito ir.


— Mãe, hoje à noite tem o aniversário da minha amiguinha da escola. A mãe dela vai fazer um bolo só para as amigas da filha. Posso ir?


Era muito fácil enganar a minha mãe, ela acreditava em mim. Eu fazia o que queria, ela nem percebia. Fazia de conta que era santinha, que não aprontava nada e ela sempre me deixava ir à “casa das minhas amigas”.


Nessa noite, eu encontrei um garoto que era o popular da escola, todo mundo queria ficar com ele. Eu não era diferente. Toda menina que ficasse com ele seria popular também.


Não podia perder a oportunidade e fui logo chamando ele para dançar.


– Quer dançar comigo, gatinha? Então prova esse cigarro, você vai gostar.


– Claro que sim, faço o que quiser para ficar contigo.


Era um cigarro de maconha e eu nem sabia. Não poderia negar a essa altura do campeonato; dei a primeira tragada, a sensação era melhor do que dançar. Senti-me relaxada, com muita vontade de rir; fiquei rindo o tempo todo, eu estava bem, muito bem...


Minha mãe pensava que eu estava em um aniversário pacato. Eu estava realmente vivendo a vida. Isso, sim, era viver a vida!!


3ª de um total de 25 crônicas.


Continua na próxima edição.


A história é fictícia e baseada em fatos do cotidiano.

HISTORIAS DA VIDA REAL: Ela morreu em meus braços



A médica disse que uma cirurgia poderia ser feita. O objetivo seria reparar os defeitos, de modo que o coração pudesse funcionar o mais normalmente possível. Algumas vezes, adolescentes ou adultos que tiveram os defeitos da tetralogia de Fallot reparados na infância precisam de cirurgia adicional para corrigir problemas cardíacos que se desenvolvem com o tempo. Marcamos para o dia seguinte e eu estava com esperanças. Sim, esperanças porque fé eu não tinha mais. Com tudo aquilo, perdi a fé, a confiança em Deus, não acreditava mais em nada. Eu havia sofrido tanto que minha vida não tinha mais sentido, a não ser por minha filha. Eu vivia por ela. Apenas por ela.


Naquela noite, fui amamentar minha princesa, meus pais foram para casa, o Léo havia passado de manhã para nos ver. Eu estava sozinha, era quase madrugada, estava muito cansada. Percebi que sua pele continuava roxeada, seus lábios e dedinhos também.


Peguei minha filha no colo e calmamente a amamentei; esperei o tempo certo para que ela não se engasgasse, ela não tinha muito ar na respiração. Fiz tudo com tanto, tanto amor...


Eu acariciava seu rostinho lindo, segurava em suas mãozinhas tão pequenas, tão lindas, seu pezinho era muito fofo, tinha uma boca carnuda linda, eu tinha vontade de beijá-la o tempo todo...


Minha pequena Julia morreu em meus braços. Parecia que ela sabia: minutos antes ficou me olhando, dava a impressão de que estava se despedindo de mim.


Não consegui chamar a enfermeira, não tive reação, apenas chorei. Chorei tanto que dava para ouvir meus gemidos da sala ao lado. A enfermeira veio correndo, já era tarde.


Tentaram tirar a menina dos meus braços, mas foi em vão, eu não a deixava...


Chamaram minha mãe e meu pai, o Léo também veio logo.


Esperei o hospital fazer todo o procedimento, minha mãe trouxe um vestidinho vermelho, com flores, uma tiara de fitas. Arrumei minha filha pela última vez. Minha avó tinha dado uma colônia para ela, então passei em minha filha, queria que ficasse bem perfumada.


20ª de um total de 21 crônicas.


Continua na próxima edição.


A história é fictícia e baseada em fatos do cotidiano.

Historias da vida: Minha filha está doente!


Um dia estava amamentando minha filha quando ela se engasgou. Deixei-a recuperar o fôlego e voltei a amamentá-la. Mais uma vez se engasgou e fiquei preocupada. Liguei para a pediatra, que marcou uma consulta para o outro dia. Exames foram feitos e constatada uma doença chamada Tetralogia de Fallot. Fiquei sem chão, minhas pernas estremeceram, meu coração disparou, não sabia o que fazer nem para quem ligar. O que faria agora?


Não conhecia a doença, não sabia o que a causava. Talvez por ter passado muita tensão ou porque o Léo me batia muito, eu estava desnutrida, não me alimentava direito. Mas não sabia o motivo.


Estava desesperada! Desesperada! Minha menina, o amor da minha vida, ficou internada naquele dia. Minha mãe ficou comigo por algumas horas no hospital. Trouxe-me chocolate ao leite com frutas, o que eu mais gosto.


Fiquei ao lado da Julia o tempo todo, minha mãe acariciava os meus cabelos. Ela estava sentindo a dor duplicada, por mim e pela neta.


Meu pai entrou pela porta do quarto do hospital e já não fazia piadas, não brincava com as enfermeiras, estava com os olhos inchados. Meu pai chorava.


Tentei falar com o Léo, mas o celular estava na caixa postal. Deixei recado, mas ele não retornou, aparecendo somente à noite. Um importante sintoma da Tetralogia de Fallot é a cianose – coloração roxo-azulada da pele, lábios e dedos. Baixos níveis de oxigênio no sangue causam esse sintoma. O bebê também pode ter dificuldade de respirar, ficar muito cansado, não responder à voz ou ao toque dos pais, ficar muito nervoso e até perder a consciência.


Outro sintoma comum da doença é o sopro cardíaco, um som extra ou diferente que o médico escuta durante o exame físico. Porém, nem todo sopro cardíaco é sinal de defeito no coração.


18ª de um total de 33 crônicas.


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A história é fictícia e baseada em fatos do cotidiano.

Casamento: Se tivesse pensado antes de casar...



Voltei para minha casa e tive que limpá-la, porque eu mesma tinha quebrado muitas coisas. Havia pedaços de vidro pra todo lado. Meu vaso de cristal, que ganhei da minha avó como presente de casamento, estava no chão, todo quebrado. A foto do nosso casamento, esculpida em vidro, tinha se partido ao meio. E era assim que meu coração estava: partido ao meio.


Sentei no chão e ali fiquei por alguns

CRÔNICAS: Quero me separar dele


– Quero me separar de você! Eu te odeio!


– Você é louca! Com um filho na barriga, fica aí brigando com as pessoas!


– Que pessoas? Você é doente da cabeça? Você está me traindo! Eu não te quero mais!!


Neste momento, ele me agrediu... (choro)


Fiquei no chão... sem me

HISTÓRIA DE UMA VIDA: Mesmo grávida, briguei na rua


Quando vi meu esposo com outra, não tive dúvidas e realmente perdi a linha, parti pra cima daquela mulher. Fiquei com muita vergonha, além de ter minha roupa rasgada, meus braços arranhados, minha honra manchada... Onde eu me meti? Olha o que eu virei... Uma briguenta! Um rapaz apartou a briga e levou a cabelo de duas cores para longe. Ela gritava:


– Ele me procurou e gostou! Você não é mulher suficiente pra ele!!


Eu, que tinha uma

HISTÓRIA DE UMA VIDA: Peguei-o no flagra novamente



                                          
Já estava de quatro meses e aparentemente tudo ia bem, mas Léo continuava gastando com besteiras e eu trabalhando como uma condenada. Tive que trancar minha faculdade, não tinha dinheiro suficiente para fazer o enxoval do bebê e estudar. Seria impossível, já que eu não queria pedir ajuda aos meus pais, tinha vergonha.


Era sexta-feira e eu

CASAMENTO: Sou desprezada, meu marido me trai...






Eu estava transtornada e à noite passei mal, então liguei para o meu pai. Ele me levou para o hospital.


Foi constatado aquilo no qual eu não queria acreditar, o que não poderia acontecer nunca: eu estava grávida!!!!!


“O que eu faço?” “Gravidez a esta altura?” Meu mundo desmoronou, meu chão saiu dos meus pés. Lembrei-me da minha infância, de quando sentávamos todos em volta da mesa e meu pai contava piadas que todos já sabiam, mas minha mãe sempre ria como se fosse a primeira vez. Não me recordo de ter presenciado alguma briga deles, mas lembro-me muito bem que minha mãe estampava sempre um sorriso e fazia as vontades do meu pai, e vice-versa. Eu tinha uma família feliz, eu era feliz, era querida...


Hoje sou desprezada, trabalho além de minhas forças, meu marido me trai e não coloca nada dentro de casa, apenas tira. O pior é quando ele sai com meu carro, que ainda estou pagando, a fim de levar suas “amiguinhas” para passear...


Não posso falar nada porque não tenho razão. Afinal, eu coloquei esse problema na minha vida por não ouvir o que Deus me dizia.


Meu pai me trouxe pra casa de volta do hospital e minha mãe fez uma sopinha bem gostosa. Nessa noite, eles ficaram para jantar e mais uma vez meu pai contou piadas, aquelas que já havia contado um milhão de vezes e das quais minha mãe sempre ria de se acabar. Acho que ela ria do jeito dele. Meu pai sempre colocou o suco no copo da minha mãe, e ela sempre servia o alimento em seu prato.


Fiquei imaginando como seria se meu casamento tivesse dado certo. Agora é tarde, já não sei o que fazer.


Léo chegou assim que terminamos o jantar. Meu pai conversou com ele, juntamente comigo. Ele disse que iria mudar. Eu acreditei...


11ª de um total de 33 crônicas.


Continua na próxima edição.


A história é fictícia e baseada em fatos do cotidiano.

Relato: Bati na mulher e ele a consolou


Quatro meses se passaram e Léo está empregado, não ganha muito bem, mas dá para pagar algumas contas. Como ele não está mais cursando a faculdade, temos apenas a mensalidade da minha para pagar.

O abraço do diabo


Tão envolvido que está com tudo o que ocorre ali, ele não vê que aquela bela mulher, na verdade, tornara-se alguma coisa indescritível

Da redação/ Fotos: Thinkstock
redacao@arcauniversal.com




Um rapaz sai para uma balada, certo de que encontrará “aquela” garota. É claro que ele não teria dificuldade alguma, já que sempre usava o seu charme na hora de conquistar a moça que lhe agradava.

Mas neste dia é diferente. Ele ..

Histórias Reais: Perdoei a traição


Saí para a rua sem rumo. Fiquei andando por horas à beira da praia que ficava perto de onde eu morava. Fiquei recordando os dias de preparação para o meu casamento e o quanto Léo era carinhoso. Durante a caminhada, me lembrava de minha mãe dizendo para não me casar com ele, porque não daria certo, ele não professava a mesma fé e era mais novo que eu...

Lembrei-me do dia em que ele...

CASAMENTO: Ele está me traindo


Cinco meses se passaram e Léo saiu do emprego, disse que estava cansado. Queria algo melhor, que desse valor ao seu trabalho e onde seria reconhecido. Fiquei, então, sustentando a casa, o pagamento do carro, as continhas que Léo tinha feito e a nossa faculdade. 

Ele saía para procurar outro emprego todos os dias. Um mês se passou e nada. Eu estava muito cansada, porque tive que fazer horas extras. Optei por faltar às aulas dois dias da semana a fim de trabalhar, e Claudinha, minha amiga, pegaria as matérias para mim e assinaria o livro de presença, assim eu não ficaria com faltas.

O celular de Léo tocou e ele estava tomando banho. Era uma mensagem. Como sou sua esposa, não haveria problema algum eu ler.

– Neném, já estou pronta.

O que? Quem é neném? Entrei no banheiro, joguei o celular em sua cara e perguntei quem era ela. Mais uma vez ele me disse que eu era louca. Deveria ser engano. Ele não atende por neném.

Consegui manter a calma, afinal poderia ser verdade. Ele se arrumou e disse que ia ver sua mãe, que tinha passado mal. Estava preocupado com ela. Como eu estava mais do que cansada, fiquei em casa e não contestei, teria que terminar um trabalho da faculdade.

As horas se passavam e já era mais de meia-noite quando liguei para a casa de sua mãe:

– Boa noite, dona Naná, é Analu. Por favor, posso falar com o Léo?

– Boa noite, minha querida, o Léo não aparece aqui em casa já faz tempo.

– Como assim? Ele disse que iria visitar a senhora, porque havia passado mal.

– Ele não veio me visitar e eu não passei mal, deve haver algum engano.

Engano nada, o Léo estava me traindo. Minhas pernas estremeceram, eu não sabia o que fazer. Não podia falar com a minha mãe, ela tinha me avisado que não daria certo. Eu não conseguia pensar nem sabia o que fazer. Eu estava trabalhando muito para honrar as contas dentro de casa, e o Léo me traindo.

8ª de um total de 33 crônicas.

Continua na próxima edição.

A história é fictícia e baseada em fatos do cotidiano.

COMPORTAMENTO: Como andam os seus planos?


Não acumule pendências. É hora de rever etapas e tomar decisões



Quando nos encontramos às vésperas da Primavera e do último trimestre do ano, ouvimos muito aquela típica desculpa dos preguiçosos: “Ah, agora já não dá mais, deixa para o ano que vem!” Não, não deixe para depois o que você já pode começar a planejar ou até mesmo executar.

É também nessa época do ano que passamos a avaliar aquilo que realizamos, e aquilo que ficou por ser feito. Pense. O que você colocou em prática esse ano daquilo que realmente queria? O que ainda falta para que seus objetivos tornem-se realidade?

“Quem somente observa o vento nunca semeará, e o que olha para as nuvens nunca segará. Assim como tu não sabes qual o caminho do vento, nem como se formam os ossos no ventre da mulher grávida, assim também não sabes as obras de Deus, que faz todas as coisas. Semeia pela manhã a tua semente e à tarde não repouses a mão, porque não sabes qual prosperará; se esta, se aquela ou se ambas igualmente serão boas.” Eclesiastes 11: 4-6
A rotina muitas vezes nos faz cair na mesmice das atitudes e pensamentos. Mas, não deixe que isso atrapalhe mais seus planejamentos e vontade de começar algo do zero, continuar um plano de carreira de sucesso ou finalizar uma obra. O objetivo daqui em diante é não acumular pendências.

Organize-se. Esta é a hora de você tomar decisões, aceitar o que você se propôs a fazer meses atrás. Quem sabe ampliar esse objetivo e continuar a executá-lo com muita segurança, sabedoria e sucesso no ano que vem. Reveja as etapas de seu planejamento, agora.

A maioria das pessoas costuma arranjar desculpas como a falta de tempo, de oportunidade ou de dinheiro. Seja diferente. Faça a diferença e coloque seu plano em prática. Dedique um tempo do seu dia e pouco a pouco você cumprirá seus objetivos de vida, um a um.

“Confia no Senhor de todo o teu coração e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e ele endireitará as tuas veredas.” Provérbios 3: 5-6
Por Michele Roza / Fotos: Thinkstock 
michele.roza@arcauniversal.com

CASAMENTO: Ele é muito infantil




Naquela noite, ele não foi estudar. Liguei para o celular dele e não atendia, algo me dizia para ir até a sala de Carla ver se ela estava lá. Relutei o tempo todo, não prestei atenção nas aulas, nem sei qual professor entrou na sala. Fui até lá e constatei o que eu não queria: Carla não fora à aula.

Achei que ia ter um ataque cardíaco! “O que faço agora?”, pensei. Meu coração disparou, minhas mãos suavam, fiquei com tanto ódio daquela menina que eu quis matá-la. O que tem que vir até aqui estragar meu casamento?

Fui para casa e esperei meu esposo. Não fiz o jantar, não passei sua roupa, não tomei o meu banho, não liguei a televisão. De meus olhos saía fumaça; estava com tanto ódio que seria capaz de matar!

A porta se abriu e o lindinho do meu marido entrou. Com a cara lavada, fingindo que nada tinha acontecido. Eu voei em cima dele e quis uma explicação. Ele me chamou de louca e foi tomar banho. Queria comer e não tinha jantar.

– Tá vendo? Eu estou com fome e nem comida tem aqui nesta casa. É assim que você aprende como ser uma mulher sábia?

A briga continuou e agora com palavras ofensivas. Um criticava o outro e ele sempre jogando na minha cara que eu não era sábia. Como eu não era sábia? Como eu não era uma mulher de fibra? Eu acordava todos os dias às 5 e meia da manhã, deixava o café da manhã dele pronto na mesa, com tudo aquilo de que ele gostava. Na hora do almoço, eu corria para casa e deixava tudo certo para ele ter uma comida fresquinha, as roupas dele eram até engomadas. Eu deixava de comprar coisas para mim para satisfazer os seus caprichos infantis.

Um dia ele me pediu um videogame e dei-lhe de presente. Eu estava guardando um dinheiro para a entrada do carro. Sempre comprava roupas de marca para ele, tênis importados, tudo para agradá-lo e ainda me diz que não faço nada e que não tenho sabedoria? “Ele é muito infantil!”, pensei. 

7ª de um total de 33 crônicas.

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A história é fictícia e baseada em fatos do cotidiano.

F#U: A nossa primeira briga


O que estava acontecendo com ele? Parece que mulher tem um sexto sentido, sabe quando algo não vai bem. À noite, voltamos para casa e aconteceu nossa primeira briga. Eu não consegui ficar calada. Parecia que tudo o que havia aprendido durante anos sobre como ser uma mulher sábia fôra por água abaixo.

Eu fui dormir muito nervosa, minha pressão subiu e passei mal. Para o Léo, parecia que nada tinha acontecido, tudo normal. Como podia ser normal me deixar sozinha em casa e se encontrar com a ex? Será que ele era tão infantil assim? Infantil... Minha mãe havia falado algo a esse respeito.

No dia seguinte, preparei seu café da manhã. Continuou dormindo porque eu entrava uma hora antes no trabalho – ele trabalhava em uma empresa de marketing. Estávamos no 3º ano da faculdade e Carla estudava no mesmo andar que nós. Eu trabalhava na mesma empresa da época de solteira e fazia a faculdade à noite na mesma sala que meu esposo. Saía do trabalho e ia direto para a faculdade; devido à distância, tive que comprar um carro. Já o Léo podia ir a pé, seu emprego ficava a quatro quadras da faculdade.

6ª de um total de 33 crônicas.

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VIDA: Casei e realizei um sonho



Léo sempre muito simpático com todo mundo, fez amizades com meus amigos na igreja e se tornou popular até lá. Eu gostei da ideia, assim ninguém falaria mais nada.

Três meses se passaram e assumimos o nosso amor para todos. Minha mãe não aceitou bem, contudo disse que se aquela era a minha decisão, então tudo bem. Mas sempre falando que ele era mais novo e blablablá... Eu não aguentava mais aquilo, sempre a mesma coisa!

O nosso namoro foi rápido, casamos em 7 meses. Ah... foi tudo tão lindo! A cerimônia, a decoração, as madrinhas todas vestidas de longo, meu casamento foi um sonho. Eu sempre disse que daria certo.

Dois meses após o meu lindo casamento, acordei cedo no domingo, como de costume, e chamei meu amado Léo para irmos à igreja.

– Amor, está na hora, vamos levantar?

– Hoje eu não vou, vá você. Semana que vem eu vou, estou muito cansado.

Achei aquilo um tanto estranho, mas também, coitado, devia estar cansado mesmo, no dia anterior tínhamos ido a um churrasco na casa da Maria, era aniversário dela.

Quando voltei para casa, ele não estava. Fui para a cozinha preparar o almoço. O dia se passou, chegou a tarde e Léo ainda não havia voltado. Liguei para ele e não atendeu, fiquei preocupada. Fui até a casa de sua mãe, talvez estivesse lá. E realmente estava. Fiquei aliviada. Cheguei perto e dei-lhe um beijo e ele não retribuiu, novamente fiquei preocupada. Fui até o quintal onde sua família estava e para minha surpresa encontrei Carla, sua ex-namorada, aquela que ele namorou durante 1 ano. Meu coração disparou, havia algo errado.

5ª de um total de 33 crônicas.

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Sem ouvir conselhos



Na casa da Claudinha, estávamos estudando e comendo o bolo que minha mãe fizera, de laranja com calda de maracujá.

– Analu, estou com dificuldades em formular essa matéria para a prova. Pode me ajudar?

Meu coração disparou! O Léo me pedindo ajuda! Minha mão ficou suada, minha barriga doeu, meus lábios estremeceram... “O que está acontecendo comigo? Que sensação é essa?”
Aninha chegou a mim e disse:

– Tá podendo, hein, Analu? Ele não pede nada pra ninguém, deve estar gostando de você.

No final da tarde, fui para casa e comentei com minha mãe. Afinal, ela é minha melhor amiga e sempre peço sua orientação em tudo.

– Minha filha, não se envolva com esse rapaz. Ele pode ser bonito, atraente, mas não professa a mesma fé que você. Além disso, é mais novo.

Recebi essas palavras como uma facada no meu coração. Eu já sabia disso, mas gostaria de ouvir que daria certo, para eu ir fundo na relação.

Fui pedir orientação então a uma amiga da minha igreja. Ela disse a mesma coisa. Fiquei muito decepcionada.

O tempo foi passando e as coisas ficando sérias. Eu não conseguia mais controlar os meus sentimentos, minha vontade era de gritar para todo mundo que eu o amava e ele a mim, e que iríamos namorar.

Ele era tão compreensivo comigo que, enquanto eu estava nesse dilema todo, disse que iria me esperar porque me amava.

Por que ninguém entendia isso? Ele me amava! Estava me esperando. Eu não podia perder minha felicidade por causa de ninguém. Se as pessoas não acreditavam naquele relacionamento, eu acreditava. E aprendera que a fé move montanhas, então tudo posso.

Ele sabia que eu era evangélica, por isso me respeitava muito; não me deu nenhum beijo enquanto não começamos a namorar. Sim, porque agora estávamos mais ou menos namorando. Quero dizer, eu e ele sabíamos disso, mas ninguém sabia dessa história. Nem a Claudinha, minha amiga.

Disse a ele para ir à igreja comigo, assim ninguém poderia falar nada. Ele seria da mesma denominação que eu. Que mal haveria nisso? Eu sei que ninguém acreditava que daria certo, mas eu cria e deu.

4ª de um total de 33 crônicas.

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Tenho muitos sonhos

Leia na íntegra as Mensagens Acesse:http://versiculododia.blogspot.com.br




Eu lembro que um dia as brigas na casa da minha amiga Maria chegaram a um ponto que seu pai, bêbado, bateu em sua mãe; ela saiu correndo para pedir ajuda e os vizinhos a socorreram. Não sei se saberia conviver com isso, meus pais vivem muito bem, em perfeita harmonia, nunca os vi brigar. Eu fiquei com muita pena, ela sofre muito.

O Léo tem 19 anos, é perfeito, lindo, nunca vi alguém tão lindo assim. Seus olhos são verdes; sua pele, jambo; seus cabelos, pretos. Ele faz academia, então já sabe como deve ser. Acho que o estou amando. Ninguém sabe que estou a fim dele, porque é o aluno popular, todas as meninas gostam dele, e ele não fica com ninguém. É isso que me atrai nele: não fica com ninguém. Uma vez namorou uma menina, ficaram 1 ano juntos e depois, para minha alegria, terminaram.

Sou Analu, 22 anos, determinada a terminar a minha faculdade de jornalismo, depois fazer o doutorado e assim por diante. Meu objetivo é chegar nas alturas, é ter até um programa de tevê somente meu, no qual poderei mostrar o meu talento para todo mundo. Meus pais sempre me aconselham e dou ouvidos ao que eles falam, sei que é para o meu bem.

3ª de um total de 33 crônicas.

Continua na próxima edição.

A história é fictícia e baseada em fatos do cotidiano.

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